Dedos em garra e em martelo

Os dedos em garra e martelo são caraterizados por uma contratura destes, em consequência de um desequilíbrio entre os tendões da zona dorsal e plantar dos dedos.

O calçado apertado e de forma estreita aumenta esta deformidade, provocando continuamente fricção nas saliências ósseas dos dedos em consequência da sua alteração.

A deformidade dos dedos em garra e martelo pode ser classificada em flexível ou rígida. Inicialmente apresentam-se flexíveis, sendo possível manualmente colocar os dedos na sua posição correta. Futuramente, na ausência da aplicação de um tratamento e com o uso de calçado inadequado, as deformidades dos dedos em garra e martelo tornam-se rígidas, e nestes casos é impossível colocar manualmente os dedos na posição reta.

É comum o aparecimento de calos e calosidades no dorso dos dedos pela fricção do calçado, e na zona plantar dos dedos pela pressão que suportam correspondente ao desalinhamento que os dedos adquiriram. É também comum em determinados casos a presença de calosidades na planta do pé.

São várias as opções de tratamento, mediante a evolução da deformidade e o quadro clínico em questão.

Depois da nossa avaliação biomecânica específica, confecionamos uma palmilha personalizada, com a finalidade de controlar e corrigir as alterações biomecânicas presentes no pé, que são a origem das deformidades dos dedos.
As nossas palmilhas personalizadas, atrasam o processo de evolução da deformidade flexível e atuam em grande percentagem e número, na vertente corretiva.

Nas situações de presença de dor provocada pela alteração do correto alinhamento dos dedos, calosidades e uso de calçado inadequado, o nosso objetivo essencial será eliminar temporariamente a dor, eliminando as calosidade, aconselhar o estilo de calçado mais adequado ou aplicar ortóteses de silicone personalizadas adaptadas especificamente para cada caso.

O tratamento definitivo consiste na intervenção cirúrgica e depende sempre do grau da deformidade.

Dor do calcanhar

A dor do calcanhar é um tipo de dor muito habitual, sendo um dos motivos mais frequentes de recurso à consulta de podologia.
Este tipo de dor, na maior parte das vezes, estende-se pela planta do pé provocada por uma inflamação da fáscia plantar designada fasceíte. A fáscia plantar é um forte e robusto ligamento que se insere no calcanhar estendendo-se pela planta do pé até aos dedos.

A fasceíte é provocada por estiramentos repetitivos da fáscia plantar, conduzindo à sua inflamação, podendo provocar pequenas ruturas da mesma. É caraterizada por uma dor fina, sensação de ardência e latejada que se manifesta ao caminhar ou em pé. A dor tem início logo pela manhã ao dar os primeiros passos do dia ou após estar muito tempo sentado.

A fasceíte é mais um dos problemas mecânicos do pé relacionado com a biomecânica do pé, que consiste na configuração que o pé adquire quando apoia no solo. Quando ao caminhar exercemos um maior aplanamento do pé, provocamos com este movimento um estiramento da fáscia plantar que posteriormente resulta em pequenas microrrupturas da fáscia plantar, levando a uma tentativa natural do organismo em combater esse processo podendo originar mais tarde a formação de um “espícula óssea” denominada de Esporão do Calcanhar.

Uma vez que se trata de um problema de origem biomecânica, é necessária a análise minuciosa clínica e biomecânica do pé e membro inferior para o correto diagnóstico.

São várias as alternativas de tratamento, desde a aplicação de palmilhas personalizadas para controlar o apoio do pé e relaxar a fáscia plantar, ligaduras funcionais, exercícios de estiramento, entre outras.

Estas medidas de tratamento não invasivas normalmente têm resultado positivo, embora existam casos em que a dor persiste. Nestes, é necessário um tratamento invasivo através da intervenção cirúrgica.

Pé plano do adulto

O pé plano do adulto é descrito por uma diminuição do arco interno do pé em resultado de um mau funcionamento ou debilidade do tendão do músculo tibial posterior. O tendão do músculo tibial posterior é responsável pelo suporte do arco interno do pé e por proporcionar a estabilidade do pé ao caminhar ou ao longo da atividade desportiva.
É uma deformidade progressiva geralmente acompanhada com um processo doloroso, em consequência do estiramento do tendão e ligamentos localizados no arco interno e planta do pé, podendo conduzir à rutura do tendão.

Existem fatores que podem desencadear todo este processo como é o exemplo da diabetes, o excesso de peso e a hipertensão.

Somos especialistas particularmente formados para cumprir a análise biomecânica minuciosa do paciente com finalidade de obter o correto diagnóstico, sempre previamente à implementação de qualquer tipo de tratamento.
Realizamos um estudo articular, muscular e postural, registamos dados importantes através da observação estática e dinâmica do paciente, calculamos ângulos através das respetivas medições e executamos o exame de podometria computorizado em estática e dinâmica.

Os meios auxiliares de diagnóstico, como as radiografias e ressonância magnética nuclear, são úteis e solicitados sempre que necessário.

A curto prazo, o tratamento do pé plano do adulto baseia-se no repouso, férulas de descarga, crioterapia, entre outros.
É imprescindível posteriormente corrigir a biomecânica do pé em todos os casos para atingir a longo prazo o êxito no tratamento.
Desenhamos palmilhas e personalizamos a sua adaptação para corrigir as alterações biomecânicas presentes, para otimizar a funcionalidade do pé e eliminar a dor.

Conquistamos resultados extremamente positivos sem ter que recorrer à intervenção cirúrgica. Obviamente, existem casos severos e que são indicados para tratamento cirúrgico mas sempre e após a confirmação do insucesso do tratamento conservador.

Pé plano valgo

O pé plano valgo é caraterizado por uma diminuição do arco interno do pé e desvio interno dos calcanhares.
Por volta dos nove meses de idade, quando a criança inicia os primeiros passos, o pé apresenta-se com uma imagem de pé plano mas em consequência da quantidade de tecido adiposo (tecido de gordura) na planta do pé, considerando-se normal.

Aproximadamente a partir dos dois anos de idade, se a criança expõe caraterísticas de um pé plano e antes da ocorrência de uma formação estrutural do pé, é fundamental o exame e avaliação biomecânica do pé para realizar um correto diagnóstico e verificar a necessidade ou não da aplicação de um tratamento.

Em determinados casos, as crianças com pé plano valgo referem dor no arco interno do pé, dor no calcanhar e tornozelo que intensifica ao correr ou simplesmente ao andar.
Em consequência de um mau funcionamento e apoio do pé, poderá aparecer dor nos joelhos, anca e coluna vertebral.

Realizamos previamente à aplicação de qualquer tipo de tratamento uma avaliação biomecânica e postural, englobando avaliação articular, avaliação muscular, observação estática e dinâmica do caminhar, medição de ângulos e exame de podometria computorizado em estática e dinâmica, para obter um correto diagnóstico e analisar a necessidade de um tratamento prevenindo consequências futuras no pé e membro inferior.

Os nossos tratamentos consistem no desenho e adaptação personalizada de palmilhas específicas para corrigir a diminuição do arco interno e a posição do calcanhar quando a criança caminha, diminuindo consequentemente a dor presente.
Nos casos de pé plano valgo muito grave com sintomas incapacitantes, e que não responderam positivamente ao uso de palmilhas e a outros tratamentos conservadores, poderá estar indicada a intervenção cirúrgica.

Nesta nossa consulta de especialidade, não só orientamos todo o nosso conhecimento no tratamento como, na orientação e conhecimento, que os pais devem ter na escolha do calçado dos seus filhos.

Joanetes

Bunion in foot, eps10

O aparecimento de joanetes é uma das razões que mais motiva uma pessoa a recorrer à consulta de podologia, especialmente aquando a presença de dor.

O joanete é caraterizado por uma deformação e disfunção da articulação do primeiro dedo do pé, provocando uma saliência óssea nesta articulação. Trata-se de uma alteração estrutural da articulação do primeiro dedo, proveniente de uma alteração biomecânica que está relacionada com a estrutura e funcionalidade do pé, com a tendência genética e o uso de calçado inadequado, nomeadamente no caso das senhoras.

A dor provocada pelo joanete pode tornar-se incapacitante e impedir o uso de calçado comum.

Na nossa clínica, previamente ao aconselhamento de qualquer tipo de tratamento, realizamos uma avaliação biomecânica minuciosa, para identificar a alteração estrutural do pé, que condiciona o desvio do primeiro dedo e consequentemente o joanete. O tratamento conservador consiste na aplicação de ortóteses de silicone moldadas para cada caso em particular, que impede a continuidade do desvio dos dedos, confecionamos palmilhas personalizadas que neutralizam a alteração biomecânica presente otimizando a funcionalidade do pé.

Nos casos mais severos, com persistência da dor e ausência de um resultado positivo por excelência, está indicada a possibilidade de um tratamento cirúrgico.

Na sua consulta connosco, indicamos não só o tratamento ideal para si, como as características principais a ter em consideração com a escolha dos seus sapatos.

Unha encravada

A unha encravada, é uma lesão muito frequente tanto em adultos como em crianças, ocorre quando o lateral ou ponta da unha se infiltra no tecido circundante. Inicialmente provoca uma dor tipo picada podendo em casos mais graves provocar infeções acompanhadas muitas vezes de um granuloma (tecido esponjoso que cresce por de cima ou por debaixo da unha).

Em pessoas de risco como, diabéticos ou pessoas com problemas vasculares, poderá ter consequências devastadoras como é o exemplo da amputação.

A unha encravada pode estar associada a uma causa hereditária, ao corte incorreto da unha, ao uso inadequado do calçado, a uma deformação óssea ou alteração biomecânica, entre outras.

A eleição do tipo de tratamento da unha encravada baseia-se na origem do seu aparecimento. O podologista é sem dúvida o profissional de saúde de eleição para o diagnóstico e tratamento da unha encravada.

A nossa clínica disponibiliza diversos tratamentos nomeadamente, a correção definitiva cirúrgica da qual somos especialistas, obedecendo a todos os procedimentos de assépsia e anestesia.

Somos também pioneiros no tratamento não invasivo através da Ortoníxia pelo Método Ortodôntico. 

Micoses das Unhas

Uma das causas mais comuns de alterações da morfologia e aspeto da unha são as infeções provocadas por fungos. Ao longo do tempo a unha sofre alteração da cor e espessura conduzindo à sua destruição.

Nem sempre todas as unhas, com alteração de cor e engrossadas, apresentam infeções de origem fúngica. A alteração da cor e espessura pode estar também associado à psoríase, à pressão do calçado, ou até mesmo ao envelhecimento da unha.

Através de técnicas, equipamentos e exames específicos realizamos o diagnóstico correto para aconselhar o tratamento mais adequado.

A onicomicose é um problema existente numa grande percentagem da população, exigindo cada vez mais, a nossa atenção para estudos e tratamentos sistematicamente atualizados.

Papilomas

Trata-se de uma lesão benigna localizada na pele estimulada por um vírus – Papiloma Humano – proveniente do contato direto do indivíduo com o vírus. Aparece tanto em adultos como em crianças sendo mais frequente nestas. Pelo seu aspeto são muitas das vezes confundidos com calos e manifestam-se sobre a forma isolada ou múltipla.

Os meios de maior contágio são os espaços públicos como piscinas e balneários. Recuse sempre a troca de sapatos ou chinelos e objetos de higiene pessoal. Em casa é importante uma boa higienização das zonas de banho.

Existem diversos tratamentos para os Papilomas, desde os menos invasivos  aos mais invasivos como a pequena intervenção cirúrgia.

Na nossa clínica elegemos o tratamento caso a caso, só assim garantimos o sucesso do mesmo.

Calos e Calosidades

Os calos e calosidades, localizados maioritariamente na planta do pé e dedos, são zonas duras e com maior espessura, provocadas por excesso de pressão ou fricção sobre saliências ósseas, conduzindo ao aparecimento de dor.
Nos diabéticos com calos e calosidades, o risco de aparecimento de úlceras aumenta, facilitando o desencadeamento de um processo infecioso. Os diabéticos em particular, devem consultar o podologista periodicamente para tratar estes problemas para prevenir o risco de amputação.

Numa primeira fase e para alívio imediato da dor, removemos na consulta os calos e calosidades. No entanto, o objetivo futuro do tratamento definitivo das calosidades, é diminuir a pressão localizada que está na origem deste problema.

No caso em particular das calosidades da planta do pé, o tratamento definitivo consiste num estudo biomecânico em que analisamos cuidadosamente o tipo de apoio e morfologia do pé. Mais tarde, é desenhada e adaptada uma palmilha personalizada, que diminui o excesso de pressão localizada nestas zonas críticas, retardando ou eliminando o aparecimento dos calos e calosidades.

Quando os calos estão localizados nos dedos, moldamos um dispositivo em silicone por medida,  impedindo a pressão entre os dedos e o sapato. Esta é um solução prática e com excelentes resultados. Em situações mais severas a intervenção cirúrgica é uma opção de tratamento.

É importante o uso de calçado adequado ao seu tipo de pé, para diminuir a pressão entre o sapato e as zonas de conflito. Depois da nossa avaliação cuidada recomendamos, especialmente para si, as características que deve ter em consideração na escolha do seu calçado.