E se a postura exterior fosse um reflexo da postura interior?

Hoje ligou-me a Rita, precisava da minha ajuda, num problema que a sua filha Bia de 6 anos tem, ao nível da postura corporal.

Ao telefone dizia-me: “tudo piorou desde que ficamos em casa de quarentena, acho que é das posições erradas que ela tem, as queixas dela das costas aumentaram. Estou a ligar-lhe para ver se me consegue fazer umas palmilhas, para melhorar a postura dela. Estou cansada de lhe dizer para colocar aquelas costas direitas, mas sabe como são as crianças, não ligam nenhuma ao que os pais dizem…”

Mal vi a Bia, era nítida a tensão enorme que ia dentro daquele pequeno coração. Era como se senti-se ao longo de muito tempo, o peso do mundo sobre as suas costas. Com a quarentena tudo piorou, o mundo acabara de ruir sobre as suas costas, era peso a mais para aquele pequeno esqueleto suportar.

De nada serve dizer á criança para colocar as costas direitas, nem muito menos, colocar umas palmilhas quando o corpo se revela como um tsunami. Foi preciso eu trabalhar a um outro nível, com outra consciência e libertar aquele pequeno coração. As crianças têm esta função incrível e extraordinária, de trazerem para a luz aquilo que os adultos,  tentam a todo o custo manter nas profundezas da sombra.

Não será na sombra que está a mudança?

Já todos sabemos, que este ser microscópico (vírus) fez parar o mundo. Obrigou-nos a recolher em quarentena para confrontarmos as nossas vidas, o nosso lar, sobretudo a sombra que há dentro dele. Considero uma oportunidade de ouro, para resolvermos tudo que temos para resolver, para comunicar o que é necessário comunicar, para prestarmos atenção àquilo que antes não tínhamos tempo, para amar, para criar, restruturar, largar ou para reanimar. Vivíamos numa distração louca, mergulhados num ruído externo e numa cegueira total.

A frase de Antoine de Saint-Exupéry “O essencial é invisível aos olhos” é mágica. Para muitos de nós o invisível não existe,  eu penso que é exactamente, o que é invisível aos olhos que é real.

Dois mitos e duas verdades sobre os glúteos

Além de outros grupos musculares, os glúteos são músculos bastante importantes na nossa postura corporal e estão localizados nas nádegas. Partilho convosco dois mitos e duas verdades sobre os glúteos.

1.Trabalhar glúteos não é para homens.

Mito, apesar de cada vez mais se associar os glúteos á componente estética feminina, eles têm uma função importante na postura corporal seja em homens ou mulheres.

2. Os glúteos não são importantes para os atletas de running.

Mito. Estes músculos desempenham uma função importante na estabilização da anca e joelho, irá comprometer outras estruturas ao negligenciar o trabalho deste grupo muscular.

4. Os glúteos têm uma forte relação com a coluna lombar.

Verdade. É comum a presença de hiperlordose e dor associada á hipotonia do glúteo maior.

5. As palmilhas posturais personalizadas contribuem de forma positiva para os desequilíbrios dos glúteos.

Verdade, as palmilhas posturais personalizadas, são uma das ferramentas que utilizo para os problemas dos glúteos, assim como, para outros desequilíbrios da postura corporal.

Sinais de COVID-19 nos Pés

Ontem estive em contacto com colegas espanhóis e um italiano da área da Podologia, onde discutimos os possíveis sinais de problemas podológicos, associados a pessoas infectadas com COVID-19.

Foram recolhidos registos de pequenas lesões dérmicas de acro-isquémia, nos pés de crianças e jovens, associadas ao COVID-19. O primeiro caso clínico foi reportado por um dermatologista em Itália, num menino de 13 anos de idade.

Embora as crianças e adolescentes tenham boa saúde, as lesões dérmicas afetam principalmente os pés e por vezes as mãos. As zonas típicas mais afectadas são os dedos dos pés e mãos, mas podem também afectar a região plantar. As lesões apresentam-se, com uma cor púrpura avermelhada ou azulada podendo evoluir para bolhas ou crostas, acompanhadas de dor.

Considerando a situação de emergência que se está a viver em Itália, há dados clínicos que não foram possíveis de serem avaliados de forma mais precisa, contudo, neste estudo referem que se mais observações e dados laboratoriais, confirmarem que estamos diante de um sinal clínico de COVID-19, estas lesões dérmicas poderão ser úteis como um sinal dermatológico para identificar crianças e adolescentes com formas mínimas de infecção, mas fontes potenciais de infecção adicional.

Embora a faixa etária de incidência do COVID-19, seja maior em adultos é necessário estarmos atentos aos mais jovens pois não podem ser excluídos.

 

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Fonte  de Imagem e Referências: Mazzotta F., Troccoli T. Dermatologia Pediatrica, Bari. Agradeciemnto aos colegas do Fórum “Amici DermPed” que primeiro relataram as manifestações cutâneas.

 

Quatro coisas que precisam de saber antes de comprarem sandálias

Quem não gosta de usar sandálias no Verão? Eu não uso calçado fechado, adoro caminhar com os pés livres, frescos, bonitos e sedosos no verão. Mas os nossos pés, merecem também sandálias bonitas. Estas que tenho nas mãos são da Aquazurra, conheci-as na minha última viagem ao Dubai, fazem parte da nova coleção, adoro a combinação destes brilhantes com a cor Pink.

Há sandálias lindas de morrer é um facto, mas nem sempre são as melhores amigas dos nossos pés. Na hora da escolha é preciso conhecermos os pontos frágeis dos nossos pés.

De forma geral, há 4 coisas que precisam de saber e ter em atenção.

A primeira, é a escolha correcta do tamanho, no verão vejo muitas mulheres a caminharem de sandálias com os dedos ou com o calcanhar fora da base de apoio da sandália. O pé deve ficar na sua totalidade dentro da base de apoio da sandália, se por algum motivo isso não acontecer podemos estar perante duas situações: o tamanho não é o correcto ou o modelo não é o indicado para os seus pés.

A segunda característica a não facilitar, são as tiras das sandálias. As tiras mais finas, podem se tornar mais elegantes em alguns tipos de pés, mas são na sua maioria as mais prejudiciais. Desaconselho o uso de tiras finas ou cruzadas sobre proeminências ósseas, como é o caso por exemplo, do joanete  (localizado no 1 dedo), no joanete de sastre (localizado no 5 dedo) ou sobre as deformações dorsais dos dedos, calos ou calosidades. Também por questões circulatórias, não podem fazer o efeito de garrote ao pé. O mesmo vale para aplicações como brilhantes ou fivelas.

Em terceiro lugar, há que ter em atenção que, se a sandália não tiver qualquer tipo de sistema de ajuste ao pé, ao caminhar irá fazer um esforço muito maior para segurar as sandálias no pés. Quanto mais altas forem as sandálias maior será o esforço do pé e trabalho muscular. Se têm esse tipo de sandálias como são o exemplo dos chinelos ou mules, não façam km com elas, usem-nas em situações pontuais de curta distância.

A última dica e de extrema importância, é referente á hora do dia em que compram as sandálias. No verão os pés tendem a dilatar com o calor. Devem fazer as vossas compras neste momento, em que os pés têm um maior volume para que a escolha seja a mais adequada e não corram o risco de mais tarde não as conseguirem calçar.

No caso de dúvidas, podem sempre entrar em contacto comigo, terei todo o prazer em vos orientar nas escolhas mais bonitas e adequadas para os vossos pés.

 

Foto: @aquazurra

O que nunca te disseram sobre a saúde!

Ao longo dos anos tenho observado e constatado, que existem grandes crenças relativamente á saúde.

Mais de 90% dos pacientes, acreditam que a sua saúde depende exclusivamente de factores externos. Estão convictos, que a saúde deles depende por completo de nós profissionais de saúde ou, de encontrarem um comprimido milagroso, de factores exclusivamente genéticos ou ainda, da idade cronológica.

Estas são algumas das frases que vou ouvindo constantemente: “A partir dos 40 anos tudo aparece, é normal…; o meu pai ou mãe, tem este problema de saúde eu também vou ter ou já tenho, sou como eles; o meu filho sai ao pai não há nada a fazer, faz parte da vida…”

Expressam estas crenças tão fortes e enraizadas, como se de uma sentença se tratasse, não deixando margem para uma solução, para um crescimento interior ou para escutarem o próprio corpo. Ideias que vão passando com os anos de geração em geração. Não têm consciência deste mundo que vão criando para a sua saúde e para as suas vidas. Na verdade, têm nos vindo a meter estas coisas na cabeça ao longo dos anos a todos nós, fazendo-nos acreditar que não temos qualquer tipo de habilidade de resposta perante a nossa saúde.

Eu própria, em tempos vivi segunda essas ideias, até ao dia em que de diversas formas me foi provado o contrário. Hoje, sei que a minha saúde depende sobretudo de mim própria, da forma como vivo a minha vida, entre outras coisas que abordarei mais á frente. O normal é termos saúde e não doença. Temos toda a responsabilidade sobre a nossa saúde, temos mais poder de nós próprios em criar a nossa saúde, que aquilo que imaginamos ou nos fazem crer.

O meu maior propósito como profissional de saúde, não é tratar sintomas, não é estar focada em números mas sim, em vidas humanas indo de encontra á origem do verdadeiro problema e inspirando os meus pacientes num despertar interior, no poder que eles próprios têm sobre a sua própria saúde. Há resultados incríveis, com muito mais significado e que acrescentam valor, em todas as áreas da vida de cada um deles.

Foto de @paulo.castro.photography
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