Os Pés e o signo de peixes

Sabiam que quem rege os pés é o signo de peixes?

Pessoas deste signo nativo, têm de ter especial atenção e cuidados de saúde com os seus pés.

Peixes está ligado ao elemento água o que torna estes nativos bastante sensíveis e intuitivos. O seu planeta regente é Neptuno , o Deus dos mares e das águas, com forte desejo de alcançar o divino e ausência de fronteiras. Está ligado á a arte, os escritores e aos místicos.

Por esta razão os pés, nos falam tanto deste sentido de unidade, de ligação ao todo e de que este todo é Um. São os nossos sentidos que nos dão a pura ilusão de separação de tempo e espaço.

A diferença, a separação, que o branco é diferente do preto ou que somos diferentes dos animais ou da natureza, que quando magoamos o outro não nos magoamos a nós próprios, isto é apenas pura ilusão dos nossos sentidos.

Na essência, tudo é a mesma coisa e faz parte do mesmo, na origem somos todos Um.

Para nos ligarmos ao todo apenas é possível por via do Amor! Todos vivemos no colo do universo e nunca em momento algum estamos separados dele.

Percebem agora porque trabalho com pés? É através deles que me transcendo para este sentido de unidade incrivelmente mágica e ligação cósmica com o todo que existe.

E já que falei do todo, não podia deixar de partilhar para todos os outros signos muito resumidamente, qual a parte do vosso corpo que devem ter sempre especial atenção:

Carneiro: Cabeça, olhos, maxilar

Touro: garganta, pescoço, ouvidos

Gémeos: Braços, pulmões, costelas, mãos

Caranguejo: esófago, estômago, pâncreas, parte do fígado, mamas
Leão: medula espinal, coração, artéria aorta

Virgem: lobos inferiores do fígado, vesícula,baço

Balança: rins, lombar, glândulas supra-renais

Escorpião: sistema reprodutor, bexiga, uretra, órgãos sexuais, colo descendente
Sagitário: quadris, coxas, fémur, nervo ciático

Capricórnio: estômago, joelhos, ossos

Aquário: sistema circulatório, membros inferiores

E se a postura exterior fosse um reflexo da postura interior?

Hoje ligou-me a Rita, precisava da minha ajuda, num problema que a sua filha Bia de 6 anos tem, ao nível da postura corporal.

Ao telefone dizia-me: “tudo piorou desde que ficamos em casa de quarentena, acho que é das posições erradas que ela tem, as queixas dela das costas aumentaram. Estou a ligar-lhe para ver se me consegue fazer umas palmilhas, para melhorar a postura dela. Estou cansada de lhe dizer para colocar aquelas costas direitas, mas sabe como são as crianças, não ligam nenhuma ao que os pais dizem…”

Mal vi a Bia, era nítida a tensão enorme que ia dentro daquele pequeno coração. Era como se senti-se ao longo de muito tempo, o peso do mundo sobre as suas costas. Com a quarentena tudo piorou, o mundo acabara de ruir sobre as suas costas, era peso a mais para aquele pequeno esqueleto suportar.

De nada serve dizer á criança para colocar as costas direitas, nem muito menos, colocar umas palmilhas quando o corpo se revela como um tsunami. Foi preciso eu trabalhar a um outro nível, com outra consciência e libertar aquele pequeno coração. As crianças têm esta função incrível e extraordinária, de trazerem para a luz aquilo que os adultos,  tentam a todo o custo manter nas profundezas da sombra.

Não será na sombra que está a mudança?

Já todos sabemos, que este ser microscópico (vírus) fez parar o mundo. Obrigou-nos a recolher em quarentena para confrontarmos as nossas vidas, o nosso lar, sobretudo a sombra que há dentro dele. Considero uma oportunidade de ouro, para resolvermos tudo que temos para resolver, para comunicar o que é necessário comunicar, para prestarmos atenção àquilo que antes não tínhamos tempo, para amar, para criar, restruturar, largar ou para reanimar. Vivíamos numa distração louca, mergulhados num ruído externo e numa cegueira total.

A frase de Antoine de Saint-Exupéry “O essencial é invisível aos olhos” é mágica. Para muitos de nós o invisível não existe,  eu penso que é exactamente, o que é invisível aos olhos que é real.

Sinais de COVID-19 nos Pés

Ontem estive em contacto com colegas espanhóis e um italiano da área da Podologia, onde discutimos os possíveis sinais de problemas podológicos, associados a pessoas infectadas com COVID-19.

Foram recolhidos registos de pequenas lesões dérmicas de acro-isquémia, nos pés de crianças e jovens, associadas ao COVID-19. O primeiro caso clínico foi reportado por um dermatologista em Itália, num menino de 13 anos de idade.

Embora as crianças e adolescentes tenham boa saúde, as lesões dérmicas afetam principalmente os pés e por vezes as mãos. As zonas típicas mais afectadas são os dedos dos pés e mãos, mas podem também afectar a região plantar. As lesões apresentam-se, com uma cor púrpura avermelhada ou azulada podendo evoluir para bolhas ou crostas, acompanhadas de dor.

Considerando a situação de emergência que se está a viver em Itália, há dados clínicos que não foram possíveis de serem avaliados de forma mais precisa, contudo, neste estudo referem que se mais observações e dados laboratoriais, confirmarem que estamos diante de um sinal clínico de COVID-19, estas lesões dérmicas poderão ser úteis como um sinal dermatológico para identificar crianças e adolescentes com formas mínimas de infecção, mas fontes potenciais de infecção adicional.

Embora a faixa etária de incidência do COVID-19, seja maior em adultos é necessário estarmos atentos aos mais jovens pois não podem ser excluídos.

 

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Fonte  de Imagem e Referências: Mazzotta F., Troccoli T. Dermatologia Pediatrica, Bari. Agradeciemnto aos colegas do Fórum “Amici DermPed” que primeiro relataram as manifestações cutâneas.

 

Quatro coisas que precisam de saber antes de comprarem sandálias

Quem não gosta de usar sandálias no Verão? Eu não uso calçado fechado, adoro caminhar com os pés livres, frescos, bonitos e sedosos no verão. Mas os nossos pés, merecem também sandálias bonitas. Estas que tenho nas mãos são da Aquazurra, conheci-as na minha última viagem ao Dubai, fazem parte da nova coleção, adoro a combinação destes brilhantes com a cor Pink.

Há sandálias lindas de morrer é um facto, mas nem sempre são as melhores amigas dos nossos pés. Na hora da escolha é preciso conhecermos os pontos frágeis dos nossos pés.

De forma geral, há 4 coisas que precisam de saber e ter em atenção.

A primeira, é a escolha correcta do tamanho, no verão vejo muitas mulheres a caminharem de sandálias com os dedos ou com o calcanhar fora da base de apoio da sandália. O pé deve ficar na sua totalidade dentro da base de apoio da sandália, se por algum motivo isso não acontecer podemos estar perante duas situações: o tamanho não é o correcto ou o modelo não é o indicado para os seus pés.

A segunda característica a não facilitar, são as tiras das sandálias. As tiras mais finas, podem se tornar mais elegantes em alguns tipos de pés, mas são na sua maioria as mais prejudiciais. Desaconselho o uso de tiras finas ou cruzadas sobre proeminências ósseas, como é o caso por exemplo, do joanete  (localizado no 1 dedo), no joanete de sastre (localizado no 5 dedo) ou sobre as deformações dorsais dos dedos, calos ou calosidades. Também por questões circulatórias, não podem fazer o efeito de garrote ao pé. O mesmo vale para aplicações como brilhantes ou fivelas.

Em terceiro lugar, há que ter em atenção que, se a sandália não tiver qualquer tipo de sistema de ajuste ao pé, ao caminhar irá fazer um esforço muito maior para segurar as sandálias no pés. Quanto mais altas forem as sandálias maior será o esforço do pé e trabalho muscular. Se têm esse tipo de sandálias como são o exemplo dos chinelos ou mules, não façam km com elas, usem-nas em situações pontuais de curta distância.

A última dica e de extrema importância, é referente á hora do dia em que compram as sandálias. No verão os pés tendem a dilatar com o calor. Devem fazer as vossas compras neste momento, em que os pés têm um maior volume para que a escolha seja a mais adequada e não corram o risco de mais tarde não as conseguirem calçar.

No caso de dúvidas, podem sempre entrar em contacto comigo, terei todo o prazer em vos orientar nas escolhas mais bonitas e adequadas para os vossos pés.

 

Foto: @aquazurra

Atleta de CrossFit Sari Olkkonen treina com Fivefingers – CrossFit athlete Sari Olkkonen trains with Fivefingers

Na minha temporada em Antenas, durante a GreekTrowdown 2017, uma das maiores competições de Crossfit da Europa, acompanhei a atleta finlandesa Sari Olkkonen, com as suas Fivefingers.

Como podologista, tive a oportunidade de analisar que a atleta Sari Olkkonen tinha uma flexibilidade extraordinária em diversos exercícios solicitados. Para quem não sabe, as Fivefingers são sapatilhas minimalistas com conceito baseado nas nossas origens, que cria a sensação de estarmos descalços ao andar e correr. Dado o interesse no assunto, pedi à atleta para partilhar a sua experiência com as Fivefingers.

Patrícia Pontes Podologista: Tens algum problema de postura ou apoio de pés?

Sari Olkkonen: Eu não tenho nenhum problema de postura ou apoio de pés. Vivi a minha infância no campo finlandês, onde tirava os sapatos logo no primeiro dia de primavera, quando a neve derretia. Como a minha família vivia numa grande fazenda, eu andava descalça pelos campos, estradas arenosas e floresta todo o verão. Considero isso um grande benefício para minha saúde na idade adulta, tanto a nível físico como psicológico.

Patrícia Pontes Podologista: Há quanto tempo treinas CrossFit com as Fivefingers?

Sari Olkkonen: Pratico CrossFit há três anos e meio e sempre usei as Fivefingers. A primeira vez que comecei a usá-las foi em 2009 quando apenas corria. Até agora tenho corrido cinco maratonas clássicas de Atenas usando as Fivefingers.

Patrícia Pontes Podologista: Já tiveste alguma lesão no CrossFit com as Fivefingers?

Sari Olkkonen: Nunca tive nenhuma lesão no CrossFit usando as Fivefingers.

Patrícia Pontes Podologista: Na realização de um Squat, com carga pesada, manter a correta postura dos joelhos e pés é muito importante. Sentes dificuldade em manter esta postura correta com as Fivefingers?

Sari Olkkonen: Não sinto dificuldades em manter a minha boa postura nos exercícios de CrossFit usando as Fivefingers. O Squat Snatch é difícil para mim em qualquer situação. Encontrei alguma ajuda usando sapatilhas com calcanhar mais alto, mas estou a trabalhar nisso e no treino evito usar outro tipo de calçado que não seja as Fivefingers, mesmo nos Squat Snatch.

Patrícia Pontes Podologista: Quais os motivos para escolheres as Fivefingers e não usares outras sapatilhas de CrossFit?

Sari Olkkonen: Eu amo os meus pés e considero-os uma parte muito importante do meu corpo. Eles são lindos e tornaram-se ainda mais bonitos desde que encontrei as Fivefingers. Os meus dedos não estão mais juntos e o arco do pé está mais alto. Além disso, eles tornaram-se mais fortes. Como eu comecei a correr com elas, não encontrei nenhuma razão para não usá-las no CrossFit. Elas são leves e, acima de tudo, dão liberdade aos meus pés para que estes usem a sua potência e mecanismo na execução de todos os exercícios da maneira correta. Se não usasse as Fivefingers, fazia CrossFit totalmente descalça. O corpo humano não nasceu só para correr. Serve para saltar, agachar, levantar, puxar, carregar, subir, entre outras atividades, sem quaisquer equipamentos extras.

Como vê eu sou apaixonada pelos meus pés descalços e seus benefícios desempenham grande parte do meu bem-estar no corpo inteiro. Os meus parabéns pela sua grande escolha profissional. Tenho a certeza que você ajuda muitas pessoas a encontrar a importância dos seus pés. Muitas vezes eles podem ser a parte mais esquecida e negligenciada do corpo humano.

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English Version

During the time I spent in Athens, at the GreekTrowdown 2017, one of the most important CrossFit competition in Europe, I followed the Finnish athlete Sari Olkkonen with her Fivefingers. As a podiatrist I had the opportunity to confirm, on several exercises, that this athlete had an extraordinary flexibility.

For those who do not know, the Fivefingers are minimalist sneakers with its concept based on the human origins, creating a feeling of walking and running as if we were barefoot.

I’ve asked the athlete Sari Olkkonen to share her experience wearing Fivefingers. This is what she said:

Patrícia Pontes Podologista: Do you have any posture or foot support problems?

Sari Olkkonen: No, I don’t have any kind of problem with my posture or my foot support. I’ve lived my childhood in the Finnish countryside. Here, on the first day of spring when the snow melted, I used to take off my shoes. Since my family lived on a big country farm I used to run barefoot in the fields, sandy roads and forests during the whole summer. I consider this a great benefit for my adulthood health, physically and psychologically speaking.

Patrícia Pontes Podologista: For how long do you have been practicing CrossFit with Fivefingers?

Sari Olkkonen: I have been practicing CrossFit for three and half years and I have always wore Fivefingers. The first time I wore them was in 2009 when I was only running. Until now I’ve run five Athens classical marathons wearing Fivefingers.

Patrícia Pontes Podologista: Have you had any injury in CrossFit wearing Fivefingers?

Sari Olkkonen: No. I’ve never had any injury in CrossFit wearing Fivefingers.

Patrícia Pontes Podologista: In the execution of a heavy weight Squat, to keep the correct posture of the knees and feet is very important. Is it difficult to maintain this correct posture with the Fivefingers?

Sari Olkkonen: I don’t find it difficult to keep my correct posture while exercising wearing Fivefingers. The Squat Snatch is always difficult for me. I’ve found some help wearing shoes with higher heel. But I’m working on it and on my training I avoid wearing other shoes than Fivefingers even on Squat Snatches.

Patrícia Pontes Podologista: What are the reasons for choosing Fivefingers instead of other CrossFit sneakers?

Sari Olkkonen: I love my feet and I consider them a very important part of my body. They are beautiful and they’ve become even more beautiful since I found the FF. My toes are not stuck together and the arch has got higher. Furthermore they’ve become stronger. Since I started running with them I didn’t find any reason not to wear them while CrossFitting. They are light weighted and most of all they give my feet the freedom to use its own power and mechanisms in order to execute every exercise in a proper way. If I wasn’t wearing FF I would do CrossFit totally barefoot. The human body wasn’t made only to run, it was made for jumping, squatting, lifting, throwing, pulling, carrying and climbing and so on without any extra equipment.

As you see I’m passionate in bare footing and the benefits of it play big part of my whole body’s well being. I congratulate you for your great choice of profession. I’m sure you help many people to find the importance of they feet. Many times they may be the forgotten and the most neglected part of human body.

Que meias devemos usar?

Por vezes, aquilo que parece ser simples de escolher, torna-se difícil ou nem atribuímos a devida importância.

Em geral, os homens são mais exigentes e cautelosos, na escolha das suas meias comparativamente com as mulheres.

A maior parte das mulheres usa meias de licra ou de outros materiais sintéticos. Estas meias trazem bastantes desvantagens pois favorecem o aumento da transpiração, propagação de fungos, bactérias e outros microorganismos que impedem a boa saúde do pé. Como mulher, sei que nem sempre isto é possível pelo uso de vestidos ou saias. Façam uso delas excepcionalmente nesses dias.

As meias mais saudáveis para os nossos pés, são as meias de fibras naturais como por exemplo, a lã e o algodão. São meias bastante confortáveis e mais quentes para o inverno. Absorvem a transpiração proporcionando um meio mais seco e saudável, dificultando a propagação de microorganismos. Para os dias mais frios, as meias de lã são uma excelente escolha para quem tem tendência para frieiras e pés frios.

O uso de meias justas, impedem a normal circulação sanguínea provocando o edema dos pés e pernas. É importante a escolha correta da largura das suas meias. Se retirar as suas meias e ficar com marcas dos elásticos nos pés ou pernas, é sinal que não têm a largura correta para si.

Costuras salientes, sobre saliências ósseas como por exemplo, joanetes e dedos deformados são prejudiciais. Procurem usar meias sem costuras ou usarem as meias do avesso.

A escolha do tamanho correto também é de extrema importância, são inúmeros os pacientes que vejo diariamente com o tamanho inadequado, favorecendo o aparecimento de bolhas, cortes e vermelhões.

A troca diária das meias é obrigatória.

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